Levantamento do IDC mostrou que 53% das empresa planejam investir em soluções de mobilidade e 51% podem adquirir telefones inteligentes
Diz-se nos meios empresariais que, quando não dá mais para cortar custos, as empresas apelam para o aumento da produtividade. Nesse contexto de crise, a mobilidade é ainda mais benvinda, pela agilidade que traz aos procedimentos do dia-a-dia. Nos ambientes corporativos, porém, a mobilidade precisa ser acompanhada de segurança. Trafegar dados e acessar sistemas corporativos de qualquer lugar é desejável e assegura a fluidez do andamento dos negócios, mas os dados da empresa não podem, sob qualquer hipótese, correr riscos.
Patrocinado pela Research in Motion (RIM), fabricante do smartphone BlackBerry, a consultoria IDC aprimorou um estudo sobre o interesse das empresas em adotar soluções de mobilidade. Conversas presenciais com executivos da área de tecnologia da informação de empresas de segmentos variados, entre os quais indústria, varejo, finanças e tecnologia, por intermédio de painéis, levaram a IDC a extrair algumas conclusões sobre a importância da segurança na comunicação de seus executivos que utilizam dispositivos móveis.
Do universo pesquisado, que não teve caráter de amostra científica, segundo o analista sênior Vinícius Caetano, 53% das empresas registraram intenção de investimentos em soluções de mobilidade. Outros 51% planejam adquirir telefones inteligentes (smartphones); 36% veem benefício nas aplicações customizadas; 35% planejam implantar integração de voz sobre internet (VoIP); enquanto 25% enxergam adequação na automação da força de vendas. Além disso, 18% manifestaram interesse em desenvolver aplicações de serviço em campo, enquanto 13% desejam contar com sistema de relacionamento com o cliente (CRM) e 9% planejam implantar sistema de gestão corporativa.
Recursos escassos
A consultoria IDC atestou que o tema aparece com alta prioridade na agenda dos executivos de tecnologia (CIOs) quando eles avaliam investimentos nessa área.
Colocar telefones inteligentes (smartphones) nas mãos de seus funcionários, para que eles possam preencher com trabalho o tempo em que ficam dentro de aeroportos e aviões, táxis ou à espera de audiências e reuniões, constitui-se desejo de toda e qualquer empresa moderna, em especial num cenário de crise como o atual, em que os recursos escasseiam e as exigências crescem.
BlackBerry é o mais usado
Por conter um sistema de segurança mais acurado, o BlackBerry é o smartphone mais utilizado, com uso em 38% das empresas que fizeram parte do estudo da IDC. Os demais competidores ocupam participações muito distantes, de 16%, 15%, 14% e 7%.
"Por rodar numa plataforma exclusiva, o BlackBerry é mais seguro que os demais smartphones", afirmou Caetano. "O sistema operacional vem junto com o aparelho e tem condição de detectar aplicações que eventualmente seriam prejudiciais, como vírus e malwares", acrescenta o analista. Nos demais aparelhos, o usuário deve instalar os programas operacionais. A solução BlackBerry tem forte nível de criptografia e, segundo Caetano, o fato de os dados trafegados pelo BlackBerry passarem obrigatoriamente por um centro de operações de redes (NOC) no Canadá, que consiste num ponto de controle entre o aparelho e a internet, protege o conteúdo trafegado contra possíveis "hackers". Ao mesmo tempo, torna o tráfego mais veloz por exigir que os conteúdos trafeguem de forma compactada. "Se o usuário quiser trafegar 1 Megabite, a velocidade será a proporcional a um décimo desse volume, que preserva a duração da bateria", afirmou.
"A segurança obtida tem a contrapartida do custo a ser pago para a fornecedora, e é por isso que a BlackBerry explora o mercado das empresas", disse Caetano.
Fonte:
por Thaís Costa | Gazeta Mercantil
06/02/2009


